
O estilo é um modo de vida, sem ele não és nada” Diana Vreeland
A moda está no ar, está nas ruas, está em tudo o que fazemos, dizemos, vestimos, nos livros que lemos, nos filmes e séries, e sobretudo nessa enorme zona cinzenta, a internet. A moda está sempre a mudar, de mês para mês e várias vezes ao ano. A moda está em tudo o que nos inspira. A maior parte das vezes somos espetadores passivos da moda. Pouco interferimos com o processo criativo e a sua indústria. Limitamo-nos a absorver as tendências que voam à velocidade da luz, quando as apanhamos já passaram. A menos que tenhamos recursos ilimitados é impossível apanhar o foguete da moda e “estar sempre na moda”, isso não existe. Ao contrário, o estilo raramente muda e requer um ponto de vista pessoal. O estilo não depende da quantidade de dinheiro que se tem, do sexo, idade, estado ou sequer de uma figura perfeita, baixa em gordura, ou de feições simétricas. Ter estilo é uma questão de filosofia individual e quase uma forma de arte.
Hoje em dia o estilo tornou-se uma obsessão global. Uma verdadeira droga. As “style victims” elegem uma celebridade favorita e perseguem-na à exaustão, passo-a-passo, 24h por dia. Querem saber o que veste quando acorda, quando vai passear o cão, quando vai ao Starbucks, quando sai do aeroporto, até o que veste quando toma duche!!!
Por sua vez as celebridades contratam gente para lhes inventar um estilo que depois se vem a tornar uma verdadeira marca e vendida como tal. Pois é, o estilo tornou-se uma profissão. Há as “stylist” e as “style editor” e todo um mundo em seu redor para criar “estilos” a la carte.
Nunca como hoje se confundiu tanto estilo com moda. Estamos numa zona hibrida que não é uma coisa nem outra, mas, uniformes aborrecidos cheios de skinny jeans, tops, saias pencil, ténis de todas as cores e feitios, pumps, blazers e blusões, bombers, motards e outros, muito pelo falso e claro óculos de sol que são os novos “it” ou “must-have”. Tudo igual na ditadura do street style em que os paparazzi são os novos reis.
O receio de cair na lista dos mais mal vestidos, num mau título de tabloide ou na ridicularização em mil comentários degradantes de um it-blog ,cria nas it-girls um medo terrível de arriscar, de causar um “statement” de estilo ou de ser considerado um fatal erro de moda. Por isso escondem-se por detrás de grandes óculos de sol e vestem o “uniforme” avalizado pelo stylist de serviço. As celebridades estão a pagar fortunas aos seus stylists para as invadirem de “bom gosto” Só que no estilo não há isso de “bom gosto” há uma coisa única, original, irrepetível e que só é válido para aquela pessoa que o cria como uam segunda pele.
Voltando a Diane Vreeland, uma das mais respeitadas ícones de estilo “ O oposto de um bom estilo não é mau estilo. É não ter estilo nenhum”.
“Desde quando é que os jovens se tornaram tão uniformes e com tanto receio de arriscar? Provavelmente, desde que atuam primeiro como marca e só depois como pessoas”, lê-se na Vogue Runway, o site da Vogue americana. Estamos numa época em que os paparazzi se especializaram em “street style” criam um blog que se torna um negócio de milhões para a publicidade e se tornam eles próprios em estrelas pop. Depois é torcer para que sejamos apanhados á porta dos eventos que interessam e que a estrela-paparazzi engrace com o nosso “estilo”. Nada de erros portanto se queremos o caminho da glória nas redes sociais e que com sorte se torne viral.
E o estilo? Onde está o estilo? O estilo morreu… e eu não me estou lá a sentir muito bem.


























































































































































































